sábado, 18 de fevereiro de 2017

Periodicidade dos Inventários



1.1.  Periodicidade
Em qualquer organização existe a necessidade de realizar inventários de modo a ter uma clara noção da mercadoria existente em stock e das necessidades de aprovisionamento futuro. Este processo, quando efetuado de forma manual, sem o auxílio de um potente instrumento de gestão, torna-se num processo bastante moroso.
1.1.1.                    Periódicos
Anual
Realizar um inventário anual é comum quando as empresas não usam ciclo de contagem de procedimentos e de software ou quando eles têm um pequeno número de itens. Muitas empresas também realizar inventário anual para contagens de ciclo corretas dentro do software de entrar no novo ano civil e usar a perda dessa conta como uma dedução fiscal, muitas vezes significativa. Alguns também amarrar revisão anual um gerente de operações e da gratificação de desempenho para a precisão da contagem deste fim de ano.

Inventário Físico Permanente
 Este sistema consiste em contar diariamente, no fim de cada dia de trabalho, apenas os artigos que tenham tido movimento durante esse dia.
 Assim, se houver qualquer erro, terá apenas que se verificar esse dia, simplificando-se a tarefa de correção.

Inventário Físico Rotativo
Processa-se da seguinte forma:
Dividem-se os artigos, de acordo com o número de movimentos, nas categorias A, B e C;
Os artigos A são contados de forma cíclica e uma vez em cada trimestre, enquanto os B são contados semestralmente e os C anualmente;
No início de cada dia de trabalho são controlados os movimentos dos artigos entrados e saídos, no dia anterior.

1.1.2.                    Pontuais
Sazonal
Outro intervalo usado por alguns modelos de negócios é um inventário sazonal. Estes podem ser inventários pontuais ou contagens completas. O motivo principal por trás desses estoques envolve tanto mudança das estações e as tendências ou deterioração do produto. Em vestuário, por exemplo, algumas empresas executar qualquer um inventário completo ou parcial perto do final de uma temporada para verificar se eles têm vendido através do inventário sazonal no lugar da mercadoria nova que está sendo abastecido em seu lugar. Em empresas que vendem produtos perecíveis, é necessário para verificar se você não está vendendo mercadorias vencidas que estão em violação dos códigos de saúde ou que possa prejudicar o cliente. Estes são comumente controlos pontuais para apoiar os totais de ciclo de contagem de inventário.

Inventário Físico Intermitente
 Consiste no encerramento periódico do armazém, durante alguns dias, a fim de fazer um balanço (contagem) dos diferentes artigos.
 É geralmente efetuado uma vez por ano, no final do exercício contabilístico.
Engloba todos os artigos da empresa, gerando uma elevada carga de trabalho que pode perturbar a sua atividade.
1.1.3.                    Sistemáticos
Permanente
Uma maneira comum e precisa para realizar o inventário é usar o software de inventário permanente. Como o inventário é recebido em stock, vendido, voltou à loja e, em seguida, para o fabricante, que é controlado pelo software. Empregados executar controlos locais de pequenas seções do negócio ao longo do ano, sem interromper horas de loja. Este ciclo de contagem permite geralmente figuras de inventário up-to-date. Para que este seja o seu método de inventário só, deve executar contagens aleatórias frequentes do indivíduo, maior roubo de itens para verificar a autenticidade. Princípios Contabilísticos Geralmente Aceites permitem ciclo de contagem como uma opção viável.

Periódico
Outras empresas optam por um inventário periódico. Isso está intimamente relacionada à contagem de ciclo, mas tenta ser mais sistemática. Algumas empresas executar essas contagens periódicas completos a cada três ou seis meses para verificar a exatidão de seu ciclo de contagem e não apenas a realização de verificações no local dos itens comumente perdidos. Uma vantagem deste método é que a perda por causa de roubo é dedutível. Ele também poderia levar a uma maior precisão do seu sistema de ciclo de contagem.

Inventário programado
Este inventário permite:
Conhecer os stocks teóricos de materiais durante os próximos η períodos de controlo;
Conhecer as entradas programadas (provenientes das encomendas emitidas), e as previsões de saída, isto é, saber em que data se processa qual movimento.
 É neste pormenor que difere o inventário comum de materiais do inventário programado

Processo de Inventário



1.       Processo de Inventário
O inventário é uma tarefa importante em muitas empresas. Ela compreende o valor total dos bens dessa empresa ou de um setor específico da mesma, e o processo de contá-las. Muitas empresas fazem verificações de inventário periódicas para garantir que eles não fiquem sem artigos importantes, enquanto outras coincidem a quantidade total de produtos encomendados com a contagem física. Se este processo resultar em excesso ou falta de um ou vários produtos, ele irá alertá-lo sobre problemas como, controlo de stock incorreto ou possível roubo.

1.1.  Planificação Processo
  Encontre um bom lugar com espaço suficiente para manter os stocks. Este pode ser um armário vazio, um pequeno escritório ou um armazém.
§         Certifique-se que o espaço escolhido é limpo, seco e bem iluminado.
§         Verifique se há espaço e prateleiras suficientes para acomodar o stock.
§         Proteja o inventário bloqueando a porta no final do dia.

  Desenvolva um sistema de inventário que funcione para a empresa. Os sistemas de inventários podem variar de algo muito simples a um sistema mais elaborado.
§         Organize stocks principais de modo que sejam facilmente acessíveis.
§         Mantenha itens de stocks iguais juntos. Por exemplo, se stockar uma grande variedade de cartuchos de impressora, mantenha-os em uma única prateleira e organize-os por marca e modelo.
§         Etiquete todas as prateleiras ou caixas de armazenamento, tornando itens de inventário fáceis de encontrar.
  Determine qual o método de controlo de stock que funciona melhor para a empresa. Há uma série de opções para escolher.
§         Se tiver uma pequena quantidade de stock, pode achar mais fácil rastreá-lo manualmente.
§         Escolha um programa que seja fácil de trabalhar, como o Excel, ou uma cópia gratuita de um software de conferência de inventário.
§         Crie uma lista com linhas e colunas suficientes para identificar cada item de stock. Inclua o item e sua descrição, o código, o estilo, ou número do modelo. Observe a data em que recebeu o item, o custo, a quantidade e a data que foi usado ou vendido.
  Registe o inventário. Organizar produtos facilita a contagem e o registo de todos os itens do seu stock.
  Verifique a contagem de inventário. Se a contagem de stock inicial é imprecisa, será impossível confirmá-la com a contagem final do seu inventário.
  Lembre-se de controlar todos os itens de stock em ambas as direções, os itens que entram e itens que saem.
  Realize o procedimento do inventário físico em bases regulares. Pode programar esta atividade mensalmente, trimestralmente ou anualmente.
Importante:
§         Ao aceitar a mercadoria, assegure-se de que recebeu o número exato de caixas indicadas na guia de remessa.
§         Se mais de uma pessoa lida com o inventário, mantenha uma cópia do processo de inventário acessível para todos os funcionários.
§         Para necessidades de stock mais complexas, considere a atualização para um sistema profissional de conferência de inventário.

1.1.1.                    Calendarização do inventário
Inventários bem sucedidos são feitos em horários nos quais a empresa não tem movimento de saída de stock, ou quando não há produção em andamento: madrugadas, fins de semana ou feriados são os horários ideais.

1.1.2.                    Organização Prévia
Organize o armazém ou espaço de stock antes de começar: tente agrupar o máximo possível produtos iguais; nessa organização, aproveite também para limpar os espaços! O processo de inventário de stock fica menos penoso quando o espaço está limpo.
Identifique os diferentes espaços antes de fazer a contagem: numere prateleiras, vitrinas, gavetas etc.. Ao anotar a quantidade dos produtos, associe a contagem ao local onde os produtos estão stockados. Isso facilita muito para auditar e para fazer as próximas contagens.

1.1.3.                    Preparação do Material de Contagem
Conte item por item: pegue na mão cada um dos produtos. Uma caixa na qual caberiam 20 itens, pode ter, por engano, 21 ou 19.
Ao terminar a primeira rodada de contagens dos produtos, uma segunda pessoa deve recontar todos eles novamente. Esse processo garante a captura de possíveis falhas humanas.

1.2.  Controlo das contagens
O controlo adequado dos stocks constitui uma mais-valia para as organizações que comercializam, utilizam ou incorporam produtos e bens, que permite contagens de inventários periódicas, independentes e sem ocupar os recursos operacionais da empresa, muitas vezes escassos.
A Processo pode assumir as seguintes tarefas e responsabilidades:
§         Efetuar a contagem.
§         Isolar os produtos com erro, para além do erro de quantidade.
§         Registar as diferenças no seu sistema informático.
§         Re-etiquetar os produtos e as posições de armazém, à medida que realiza a contagem física de inventário.
O serviço inclui um relatório final sobre as diferenças verificadas e sugestões de melhoria dos processos de armazém, caso se entendam necessárias.

1.3.  Tratamento do Inventário
O inventário representa uma contagem física dos itens de stock ou dos imobilizados realizada pela empresa, visando saber a quantidade real de bens em seu poder, quer seja de sua propriedade ou não. Esta contagem quantitativa depende da existência de controlos analíticos adequados e atualizados, aliados a um bom sistema de controlo interno, sem o qual a empresa não consegue fazer comparativos da posição atual e medições de eficiência.
A utilização do inventário pelas empresas é um instrumento operacional dos mais importantes, tendo em vista sua repercussão no levantamento do balanço e dos resultados operacionais. Como ferramenta de gerência, reflete o grau de aprimoramento dos mecanismos de controlo de entrada e saída de recursos (stock, imobilizados), servindo de suporte às atividades de correção de controlo quando apurados desvios de valores.
A existência destes controlos internos é básica para qualquer empresa organizada avaliar o que possui e medir os desvios nos controlos adotados. Os resultados obtidos vão servir para disparar uma série de medidas administrativas por parte do gestor, visando aprimorar o trabalho da organização e promover o crescimento da mesma.
Para que se possa realizar um inventário de forma eficaz, é necessário ter-se um stock devidamente organizado, com recursos previamente identificados ou etiquetados e armazenar estas informações num sistema. Após essas operações, realiza-se a contagem dos recursos. Caso seja realizada a contagem física, torna-se necessário fazer a digitação das quantidades dos recursos.
Em seguida, faz-se uma conferência dos relatórios, que consiste na comparação das quantidades de recursos entre contagens, caso sejam realizadas mais de uma contagem. Também pode ser feita através de uma comparação do saldo armazenado no sistema de stock com as quantidades obtidas através da contagem inventariada.

1.4.  Reconciliação dos stocks
Comparação do stock físico com o registo de stock no sistema e efetuar os ajustes necessários.
A reconciliação físico-contabilística é o processo através do qual os registos de inventário de imobilizado recebem a informação financeira. Após a fase de inventário, o software realizará uma consulta dos registos financeiros de aquisição da sua empresa (que podem ser submetidos em formato electrónico) e cruzará essa informação com todos os registos de inventário.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

Fontes de erros em inventários



Política de diminuição do nível de quebra
QUEBRA DESCONHECIDA
Causas / Pontos de risco:
          Pretende-se indicar pontos críticos, áreas de atuação... onde deve recair toda a atenção e possíveis ações de controlo e prevenção.
          Melhores Práticas e ferramentas para a prevenção e o controlo da Quebra Desconhecida.

FURTO INTERNO
Causas / Pontos de risco
A gestão dos recursos humanos da empresa.
Os seguintes fatores têm influência no comportamento dos colaboradores e portanto também podem agir como inibidores ou potenciadores de certos comportamentos desonestos:
·         Ambiente laboral: Nível de implicação, motivação, etc.
·         Política de recursos humanos e de contratação: Duração dos contratos, rotação do pessoal, políticas de retribuição, etc.
O produto. O risco de um artigo poder ser furtado aumentará em função da sua atratividade para o potencial ladrão.
Os parâmetros que determinam esta atratividade são:
·         O valor.
·         A novidade.
·         A facilidade de venda.
·         A facilidade de ser furtado (tamanho, etc.).
·         Localização nas instalações (existem partes das instalações onde é mais simples “agir”).
Os procedimentos. A forma como são concebidos ou sejam executados os procedimentos será determinante para inibir ou facilitar os comportamentos desonestos. Neste sentido os maiores riscos na cadeia de abastecimento são:
·         As encomendas em que não é possível controlar o conteúdo no momento da entrega.
·         As entregas em que se desconhece o seu conteúdo exato.
·         As entregas ‘cegas’ (não é controlado o conteúdo dos envios no ato da receção da mercadoria).

Melhores práticas na prevenção e controlo do Furto interno
Antes de mais, é recomendável estabelecer:
-        Normas de funcionamento interno, tanto para o funcionamento geral da empresa, como para os procedimentos mais críticos, e fazer uma avaliação e o acompanhamento constante da aplicação destas normas.
-        Medidas de prevenção e controlo dos produtos e nomear responsáveis encarregados de aplicar estas medidas.
É recomendado valorizar e analisar, ao nível em que seja necessário e possível (empresa, departamento, organização, empregado...) uma série de fatores que atuam como potenciadores ou inibidores de comportamentos desonestos.
Os fatores em concreto são:
·         A tentação. Esta variará em função:
-         Da necessidade do empregado.
-         Da cupidez do empregado.
·         O nível de tolerância entre os quadros relativamente às ações desonestas contra a própria empresa.
·         A facilidade de cometer furto interno em cada departamento, empregado... Esta variará em função de três fatores:
-         Acesso à mercadoria.
-         Tempo disponível.
-        Posição que ocupa.
A perceção do empregado sobre as possíveis repercussões que possa ter um comportamento desonesto. Esta dependerá:
-        Do “medo” de ser apanhado.
-        Do “medo” de ser castigado.
-        De se sentir culpado.
A valorização destes fatores irá permitir que sejam tomadas medidas de prevenção e controlo mais adequadas a cada caso. Em concreto trata-se de:
·         Evitar que sejam criadas perceções entre os empregados:
“A empresa já ganha dinheiro suficiente”
Neste caso existe um elevado nível de tolerância relativamente às pessoas que cometem ações desonestas.
“Aqui roubar é muito fácil”
Os empregados não têm medo nem de serem apanhados nem de serem castigados.
·         E de trabalhar de forma eficiente o conceito de:
“A empresa é a minha casa”
-        Fatores como a cultura empresarial, a integração do empregado e a política de recursos humanos, atuam como inibidores das tentações que os empregados possam ter.
-        De notar que a aplicação de determinadas medidas de controlo sobre os empregados pode ter efeitos contrários sobre o facto de que os trabalhadores verem a empresa como “a sua casa”.

FURTO EXTERNO
Causas / Pontos de risco
Tal como se viu no capítulo anterior, o risco de um artigo ser furtado aumentará em função do seu grau de atratividade para o possível ladrão. Os parâmetros que determinam esse grau de atratividade são:
·         O valor
·         A novidade
·         A facilidade de venda
·         Facilidade de ser furtado (tamanho, etc.)
·         Localização nas instalações
O transporte. As operações de transporte estão sujeitas a uma série de procedimentos de elevado risco (carga, descarga, entregas...).
Além disso, deve ter-se em conta que as ações de furto costumam acontecer com a cumplicidade das pessoas que têm acesso à mercadoria, quer sejam externas como internas à organização.

Melhores práticas na prevenção e controlo do furto externo
É recomendado que sejam tomadas medidas de controlo e prevenção nos seguintes âmbitos:
Controlo de edifícios
-        Controlar o acesso às instalações de pessoas e veículos alheios.
-        Atribuir acreditações às pessoas alheias à organização e colocar distintivos nos veículos externos para que sejam identificados no interior.
-        Atribuir cartões de identificação a todos os empregados que tenham acesso às instalações.
-        Reduzir na medida do possível o número de entradas e saídas às instalações.
-        Manter permanentemente vigiadas as portas por onde entram e saem veículos e pessoal.
-        Construir cercas à volta do edifício. É recomendado:
-        Fazer inspeções diárias.
-        Evitar armazenar materiais ao pé das cercas.
-        Relativamente ao estacionamento de veículos, é recomendado:
-        Sinalizar as zonas e os lugares.
-        Localizar o estacionamento dos empregados longe dos edifícios.
-        Prever lugares para as visitas.
-        Potenciar iluminação uma vez que:
-        Constitui um elemento de segurança para o vigia.
-        É um elemento dissuasivo de grande importância.
Controlo de mercadoria
-        Não permitir que estacionem veículos particulares nas zonas de carga e descarga, ou em zonas adjacentes aos edifícios onde é armazenado produto.
-        Manter vigiadas zonas críticas como o acesso dos vestuários à zona onde está a mercadoria, o acesso aos cais...
-        Guardar as mercadorias de mais valor em zonas especialmente vigiadas e registar os movimentos de entrada e saída a essas zonas: data, hora, número do selo...
Sobre o papel e as funções que o camionista deve desempenhar é recomendado
-        Que esteja presente durante a carga e a descarga.
-        Que assuma a responsabilidade de que a mercadoria que figura na nota de entrega seja a que carregou e descarregou ao nível da unidade de expedição.
-        Contingências: É recomendado que o camionista possua um documento que certifique que se viu obrigado a retirar o selo do veículo por exigência das forças da ordem. Caso esta circunstância aconteça, o documento também deve certificar que o veículo foi de novo selado na presença das forças da ordem. Para isso, logicamente, o camionista deverá receber selos de reserva.
Tecnologia aplicada ao controlo e prevenção durante o transporte de mercadorias e às funções associadas a este
-        Global Positioning Systems (GPS): Esta tecnologia permite fazer um acompanhamento do movimento das cargas. Além disso, graças a ela também é possível disponibilizar informações precisas sobre o local, a situação dos envios e se são utilizados alarmes para detetar se a carga do veículo foi violada.
-        Selagem da carga ou do camião: Deixar registo que o conteúdo da carga ou do camião foi violado.
-        Caso receba cargas seladas certifique-se que os selos não foram manipulados e que os números do selo estão corretos.
Tecnologia aplicada ao controlo e à prevenção na cadeia de abastecimento
-        Alarmes de deteção nas entradas e nas saídas.
-        Circuito Fechado de Televisão.

ERROS DE GESTÃO
Os erros são falhas na gestão, não detetadas, que fazem com que as contas dos resultados apresentem valores inferiores.
Alguns exemplos seriam a anotação de vendas com preços incorretos, a não contabilização de Quebras de produtos, elaboração de encomendas incorretas...
Os erros na cadeia de abastecimento costumam originar:
-        Dissonância entre os fluxos físicos de mercadoria e o fluxo de informação associada, levando a diferenças no inventário por:
-        Quantidades de produto incorretas.
-        Produtos incorretos (referência, formato...).
-        Deterioração dos produtos.
Causas / Pontos de risco de erros na cadeia de abastecimento
As principais causas de dissonância entre o fluxo físico de mercadoria e o fluxo de informação são:
-        Falta de formação e de meios materiais adequados para o tratamento da informação.
-        Falta de Alinhamento de Ficheiros Mestres:
Por isto entende-se que os agentes que intervêm na cadeia de abastecimento manuseiam a mesma informação atualizada de produto (formato promocional, dimensões, preço...).
Os seguintes procedimentos acarretam maior risco para a dissonância entre o fluxo físico de mercadoria e o fluxo de informação:
-        A preparação das encomendas.
-        Os processos de entrega e a receção da mercadoria, especialmente as entregas que se fazem diretamente na loja.
-        A gestão das devoluções e os produtos estragados.
A deterioração dos produtos acontece por não existirem instalações adequadas que permitam:
-        Manter uma temperatura adequada para a conservação dos produtos.
-        Execução de uma “paletização” correta.

Melhores práticas na prevenção e no controlo dos erros
É recomendado basear a prevenção e o controlo dos erros na cadeia de abastecimento:
-        Numa definição eficiente dos procedimentos mais críticos.
-        No controlo sobre a execução dos mesmos.
-        No manuseamento e no fluxo da informação adequada na cadeia da oferta.
-        Na utilização eficiente das ferramentas adequadas.
É recomendado realizar ações de formação dos empregados sobre:
-        Aplicação dos procedimentos estabelecidos.
-        Utilização e manuseamento das ferramentas necessárias.
Mais concretamente, indicaremos de seguida um conjunto de melhores práticas e ferramentas cuja aplicação contribui para melhoramentos significativos na eficiência do fluxo de mercadoria e de informação na cadeia de abastecimento:
·         Preparação de encomendas, manipulação, carga, transporte, descarga e receção da mercadoria.
·         (Intercâmbio Eletrónico de Dados) EDI: Através de mensagens EDI, as empresas podem automaticamente:
-         Comunicar com antecedência o conteúdo exato dos envios.
-         Confirmar a receção da mercadoria e informar de possíveis ocorrências no processo de receção.
-         Informar sobre a situação concreta das encomendas.
·         Codificação EAN.UCC 128: É um sistema de identificação criado para ambientes não retalhistas (armazém), para ligar o fluxo físico de mercadorias ao fluxo de informação e facilitar a integração dos fluxos de informação entre as empresas. A codificação EAN.UCC 128, entre outras questões, permite:
-         Automatizar a gestão dos armazéns (Ex: A leitura do código permite colocar a mercadoria no armazém em função da data de validade do produto, informação incluída no código EAN.UCC 128).
-         Agilizar os processos de receção de mercadoria. Em suma, estas ferramentas aliadas às melhores práticas permitem reduzir as ocorrências e controlar os pontos de risco que constituem uma fonte de erros na cadeia logística:
·         Agilizam e aumentam a qualidade da informação para os fluxos administrativos e operacionais.
·         Reduzem ocorrências nas entregas e no processo de faturação.
·         Aumentam os níveis de informação e localização dos produtos.