quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

A moeda



A evolução da moeda.
Moeda – A moeda é um bem de aceitação generalizada que expressa o valor dos bens, funcionando como um intermediário das trocas.

è Funções da moeda:

Unidade de conta ou medida de valor: pois é a moeda que expressa o valor dos bens e dos serviços.
Meio de pagamento – Uma vez, que sendo aceite por todos, permite adquirir os bens e os serviços.
Reserva de valor - Pois é possível guardar a moeda com vista a adquirir bens ou serviços de futuro.

Inicialmente, as trocas assumiram uma forma muito rudimentar, trocando-se um bem directamente por outro bem directamente por outro bem. Era a troca directa.

Na prática, este tipo de troca levantava grandes inconvenientes:
-Dupla coincidência de desejos: Para realizar a troca era necessário encontrar alguém que possuísse exactamente o que queria e que quisesse exactamente aquilo que eu tinha. Esta necessidade de dupla coincidência de valores levava, a que por vezes, a troca não se efectuava.
-Atribuição de valor de bens: Uma vês ultrapassado o obstáculo de coincidência de desejos, havia agora a problema na atribuição de valores aos bens.
-Divisibilidade ou fraccionamento dos bens: Se para alguns bens o fraccionamento não constitui um problema, para outros como animais ou até peles, dividi-los tornava-se difícil ou inconveniente.
-Transportar bens – Por vezes, para efectuar um elevado número de trocas, ter-se-ia de transportar um elevado numero de bens que nem sempre eram fácil de transportar.
-Elevado número de transacções – Para que se tivesse o bem desejado, era necessário, por vezes, efectuar trocas intermédias, obrigando á realização de um número de transacções mais ou menos elevado e ao transporte de um considerável número de bens.


A troca directa constituía um entrave ao desenvolvimento das trocas e da economia. Assim, passaram a ser utilizados alguns bens como intermediários na troca, que, sendo aceites por todos os membros da comunidade, permitem dividir a operação da troca em três partes: trocar o bem que possuo por um bem intermediário e posteriormente utiliza-lo para adquirir outros bens.

Tratava-se assim da troca-indirecta, funcionando esse intermediário como moeda, a moeda-mercadoria, que constitui a forma mais rudimentar da moeda.


è Moeda mercadoria

Inconvenientes da moeda mercadoria:
ü Dado ser um bem útil, era utilizado para fins não monetários
ü Nem sempre era fácil ou conveniente o seu fraccionamento (caso do gado, ou até mesmo peles)
ü O transporte deste tipo de moeda nem sempre era fácil e prático
ü Por vezes era difícil conservá-la no tempo ( o vinho azeda, o cereal apodrece…)

Para resolver estes problemas, foi implementada a moeda metálica que apresentava:
ü Facilmente divisível em pequenas partes
ü Grande durabilidade
ü Fácil de transportar
ü Difícil de falsificar, devido ao seu elevado valor mesmo em pequenos pedaços
ü Aceites por todos
ü Baixa procura não monetária
ü Como é metal precioso, é rara e escassa.

A moeda:
Inicialmente, sendo a moeda ouro e prata, o seu peso correspondia ao seu valor, sendo esta a fase da moeda pesada. Mas aconteciam erros, e a moeda não era prática, sendo então, ela passou a ser contada, assemelhando-se a pequenos discos com determinados pesos para determinar a quantidade de ouro. Moeda contada

Para garantir a sua autenticidade, ela passou a ser cunhada. – Moeda cunhada

Com as longas distâncias a percorrer, os comerciantes passaram a depositar a moeda em bancos, onde recebiam um certificado de depósito, podendo ser levantado noutra cidade, era assim mais seguro e prático. Estes certificados representavam o ouro depositado, sendo eles designados por moeda papel.

Para evitar situações de abuso, o estado passou a intervir, chamando assim toda a exclusividade da emissão de moeda, decretando a obrigatoriedade da aceitação da sua moeda papel, tornando o seu curso forçado, sem que fosse possível converte-la, tornando-a inconvertível.
A moeda passou assim a circular com base na confiança nas pessoas que nela depositavam, era por isso moeda fiduciária.

Desta forma, a moeda papel transformou-se em papel moeda. Passando agora o estado a poder emitir papel moeda, os bancos continuavam a aceitar os depósitos dos seus clientes, mas agora em notar de banco, dando ordens ao seu banco através de cheques para movimentar dinheiro na sua conta. – Moeda escritural.

Mais recentemente, passou também a haver a moeda electrónica, como a moeda que utilizamos para efectuar pagamentos nos terminais que se encontram nos estabelecimentos de comércio.


Desmaterialização da moeda
A moeda, ao longo dos tempos foi perdendo a sua convertibilidade, passando a circular por força de disposições legais, sob a forma de pedaços de papel impressos com um valor inscrito superior ao material em que é feita, mostra bem o processo de desmaterialização da moeda por que foi passando. Este processo foi também acentuado pela moeda escritural, da moeda electrónica.

Formas actuais de moeda:
ü Divisionária ou de trocos, constituída pela moeda metálica, utilizada sobretudo nos pagamentos de baixo valor.
ü Papel moeda, notas de banco, utilizadas principalmente para pagamentos de valor mais elevado.
ü Moeda escritural , constituída por depósitos previamente efectuados nos bancos e que pode ser movimentada, através de cheque, cartões de débito e de crédito.

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