sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

Modelos organizacionais

Modelos organizacionais das empresas do sector do comércio 



I) Estrutura Simples
A estrutura simples é caracterizada pelo baixo grau de departamentalização, grande amplitude de controlo, autoridade centralizada e pouca formalização. A estrutura simples corresponde a uma organização bastante horizontal, com funções bastante flexíveis e um líder principal. Essa é uma forma que pequenas empresas costumam adotar. É uma estrutura que permite comunicação direta entre os funcionários, não há especialização de tarefas, há pouca padronização de procedimentos e os diretores e proprietários participam das atividades do dia-a-dia da organização. Essa estrutura costuma ser usada também por empresas que trabalham com apenas uma linha de produtos, em um mercado muito específico e cujas estratégias competitivas costumam ser foco no custo ou foco na diferenciação.

Alguns benefícios desta estrutura são a fácil comunicação entre os funcionários da organização e o fácil acesso aos superiores permitindo eficaz resolução de certos problemas. Dado que as tarefas não são especializadas, os funcionários costumam ter uma visão mais global da empresa, torna-se mais fácil obter informações dentro da mesma. No entanto, a partir do momento que o mercado desta organização ou sua linha de produtos se desenvolve e passa a ser maior ou mais complexa, esta estrutura pode tornar-se obsoleta. O fato de não haver processos bem padronizados ou tarefas específicas pode atrasar os processos e perde-se parte da vantagem competitiva que se tinha antes

II) Estrutura Funcional
A estrutura funcional é sustentada pela padronização. É caracterizada por tarefas operacionais padronizadas, pela especialização de funções, por regras e regulamentos formais, pela baixa flexibilidade, pequena interação entre departamentos, autoridade centralizada, pequena amplitude de controlo e processo decisório bastante rígido. A empresa é dividida em departamentos funcionais, por exemplo, o departamento de finanças, o departamento de marketing, de recursos humanos e assim por diante. Nessa estrutura, cada departamento é responsável por suas próprias atividades, e para a comunicação interdepartamental existem procedimentos específicos a serem seguidos para que a comunicação seja facilitada e padronizada.

Algumas vantagens dessa estrutura são a maior especialização por área de conhecimento, ou seja, cada departamento, como tem todo o know-how, a comunicação interna é bem desenvolvida e a transferência de conhecimento é alta. Além de permitir maiores oportunidades de crescimento pessoal a cada trabalhador. As atividades de cada trabalhador são bem definidas e específicas, concentrando eficazmente as competências pessoais e facilitando o treinamento da equipa. É uma estrutura recomendada para empresas cuja área de atuação permitam que seus produtos ou serviços não precisem ser modificados no curto prazo, e para ambientes de mercado estáveis.

No que diz respeito a desvantagens desta estrutura há uma grande necessidade de se ter diretores que coordenem as atividades entre os departamentos, e exige um trabalho difícil de sinergia inter departamental. Torna-se mais difícil a adaptação a mudanças externas e fragiliza a flexibilidade da organização, por causa da forte concentração e do foco interdepartamental. Os trabalhadores podem acabar por se focar demais nos objetivos do departamento, dando menos ênfase aos objetivos e estratégias globais da empresa.


III) Divisional
A "estrutura divisional" é caracterizada por divisões independentes, cada uma representando um centro ou um negócio separado. Cada divisão é como uma "subunidade" da empresa toda, é um departamento que sobrevive independente dos outros. Essa estrutura é comumente usada em empresas grandes, que têm grandes quantidades de informações estratégicas, ou que adotam a focalização geográfica (divisão da América Latina, da Europa e da Ásia).

Existem algumas vantagens como os direitos de tomada de decisão que são delegados a funcionários em níveis mais baixos na hierarquia, uma vez que costumam ter conhecimento específico sobre sua área de atuação e podem implementar com maior eficácia soluções e novos procedimentos. A descentralização das decisões permite que a que a gerência da organização se foque em decisões estratégicas e globais.
Por outro lado, os diretores de cada unidade tendem a focar-se nos seus próprios objetivos, e isso maximiza valor para a organização desde que não exista dependência entre as unidades da empresa.
Conflitos de interesse entre as unidades podem acabar por se desenvolver



IV) Estrutura Matricial
A estrutura matricial une duas formas de departamentalização: funcional e multidivisional. Ao mesmo tempo que a empresa possui departamentos especializados (recursos humanos, financeiro, produção etc.) os funcionários também são direcionados para unidades geográficas ou produtivas. Assim ao mesmo tempo que o funcionário trabalha no seu departamento, trabalha também na unidade para qual ele foi designado. Organizações que estão em constante mudanças, sempre com novos projetos ou produtos costumam adotar esta estrutura. Cada funcionário é designado para um grupo durante um certo projeto, e quando este termina, o mesmo funcionário é realocado com uma nova equipa e a um novo projeto.

Cada projeto ou produto tem a opinião de especialistas de todas as áreas envolvidas e assim pode desenvolver-se com maior eficiência. O nível de conhecimento dos funcionários, tanto sobre a empresa como sobre seus produtos, aumenta devido aos diversos projetos por onde passam. Já que cada funcionário está sempre em projetos diferentes. A empresa consegue adaptar-se melhor a mercados que estão em constante mudança, pois sua adaptabilidade é maior.

No entanto esta é uma estrutura muito difícil de ser implementada. Problemas com funcionários que devido aos diferentes projetos têm também diferentes chefias podem criar conflitos. Os funcionários podem não se sentir incentivados ou dar preferência a um dos projetos desvalorizando o outro.


Sem comentários:

Enviar um comentário